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[ENTREVISTA] Especialista em LinkedIn fala sobre o poder da rede

Cristiano dos Santos não para quieto! Jornalista, palestrante internacional, professor e consultor de mídia socias, é especializado na rede LinkedIn. Uma de suas principais atividades é ministrar cursos para ajudar os usuários a extraírem o máximo da plataforma.

Caso você queira se aprofundar ainda mais no tema, fica a dica: Cristiano é o criador do grupo de Facebook LinkedIn Brasil – De A a Z, o maior de língua portuguesa a tratar exclusivamente a assuntos relacionados a essa rede. No ano passado, ele ganhou o prêmio de reconhecimento LinkedIn Top Voices 2018 como um dos 20 brasileiros que mais geram engajamento nessa rede. 

A seguir, nesta entrevista exclusiva para o Blog da Creditoo, o especialista fala sobre como aproveitar todas as funcionalidades da plataforma, quando vale a pena ser Premium e como saber dosar a imagem pessoal e profissional no LinkedIn.

Creditoo: Desde o início da rede até agora, qual foi a importância que o LinkedIn foi ganhando ao longo dos anos para o mercado de trabalho?

Cristiano dos Santos: Para começar, vale citar uma frase do Jeff Weiner, CEO do LinkedIn: “não somos só um site de empregos. Há alguns anos, percebemos que teríamos mais valor como negócio se investíssemos também em conteúdo voltado para profissionais”. O que se observou nos últimos anos foi uma consolidação como rede social profissional e não apenas como banco de currículos. Como isso, o próprio mercado de trabalho saiu ganhando pois, por meio do compartilhamento de conhecimento LinkedIn, os usuários aprendem, discutem, consomem conteúdos e se atualizam. Isso é positivo para termos profissionais cada vez mais antenados com as tendências e os assuntos do momento. Hoje, podemos dizer que as pessoas se informam e se “formam” com essa rede.

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C: De maneira geral, como você enxerga os hábitos do brasileiro no uso do LinkedIn?

CS: O brasileiro ainda não utiliza o LinkedIn como deveria. Desde 2014 dou treinamentos a respeito dessa rede e é interessante notar como, em cada aula ou palestra, há muita gente que confessa ter apenas o perfil por lá, mas não interage, não posta e nem atualiza com frequência. Já temos mais de 38 milhões de brasileiros cadastrados no LinkedIn, porém o potencial de uso ainda pode crescer bastante. O fator cultural explica um pouco esse fenômeno: por aqui, quando o assunto é trabalho, muitos realmente torcem o nariz ou consideram a coisa um pouco burocrática demais. Além disso, nossa sociedade tem uma certa dificuldade com o assunto marketing pessoal, que pode ser mal visto em alguns contextos, e isso inibe muitos usuários que acabam ficando com medo de “chamar a atenção demais” ou mesmo parecer que estão se exibindo ao mostrarem seus feitos, conquistas e habilidades profissionais.

C: É possível fazer um paralelo ou comparação com algum outro país?

CS: Nos EUA, por exemplo, há uma forte cultura da competição e da busca pelo sucesso profissional. Isso já começa no colégio, onde ter boas notas é requisito básico e passaporte para outras oportunidades acadêmicas. Vale até citar que no próprio LinkedIn há um campo chamado de Conquistas, que pode ser preenchido com notas de provas e avaliações. Esse campo é pouco utilizado aqui no Brasil, justamente por não termos, culturalmente, essa necessidade de ter as melhores notas para conquistarmos posições no mercado.

C: Existe uma “Facebookzação” da rede aqui no país? Isto é, pessoas usando o LinkedIn como uma plataforma pessoal, e não mais profissional?

CS: É sempre delicado falar desse ponto, pois mesmo sendo uma rede social profissional, temos que lembrar que são pessoas que estão por trás de cada perfil. Portanto, utilizar uma linguagem muito séria e fechada no LinkedIn pode, na verdade, resultar num efeito contrário ao desejado. Nessa linha, os demais usuários acabam não engajando com certas posturas robotizadas. É claro que, com a popularização, acabamos vendo conteúdos que estão fora do propósito da rede, e esse tipo de fenômeno acontece com qualquer rede social que cresce em número de usuários. Ainda assim, é importante citar que o tom pessoal, se utilizado da maneira correta, pode gerar mais empatia e proximidade com os demais usuários, fugindo da robotização das relações. Cabe a cada um ter um bom senso para não abusar da “pessoalidade” nesse caso.

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C: Quais são as principais ferramentas que essa rede oferece?

CS: O LinkedIn hoje oferece um espaço onde o usuário cria seu perfil profissional. Nesse local, há como inserir histórico profissional, formação acadêmica, competências e habilidades, idiomas, projetos, patentes, reconhecimentos e prêmios, entre outros campos. Além disso, há também uma timeline onde o usuário pode compartilhar vídeos, fotos, documentos, além de interagir com posts de outros profissionais por meio das reações, comentários e compartilhamentos.

Uma outra ferramenta interessante é a área de Artigos Longos, um espaço onde as pessoas podem escrever textos mais extensos. Podemos dizer que esse serviço acaba sendo como um blog hospedado na plataforma. Usuários escrevem sobre diversos temas e esses textos vão para suas timelines e também ficam em seus perfis para que outros usuários possam acessar esses conteúdos.

Uma outra ferramenta relativamente recente é o LinkedIn Learning, um local onde os profissionais podem fazer cursos online. Com diversas temáticas e tempo de duração variados, o Learning oferece treinamentos para que os usuários possam adquirir habilidades e conhecimentos necessários para a própria área de atuação ou mesmo para atualização de conhecimentos.

C: Quais são os recursos “escondidos”, ou seja, que nem todos sabem que existem e que podem ser úteis?

CS: Começo falando de uma ferramenta bacana que utiliza inteligência artificial para dar uma nota de 0 a 100 na sua foto de perfil é o Snappr.

Além disso, pouca gente utiliza os campos de Recomendações, onde você pode “pedir” um depoimento de alguém que já fez parte de sua trajetória profissional, como subordinado, gestor, parceiro ou colega de classe. Também é possível conceder esses depoimentos a pessoas consideradas importantes para a carreira do usuário.

Uma dica para quem estiver em eventos presenciais: utilizar o recurso NEARBY do LinkedIn. Basta acessar pelo app do LinkedIn no celular a opção MINHA REDE (ícone de duas pessoas juntas) e depois MINHA ÁREA. Ao ativar o Bluetooth, o sistema localiza todas as pessoas próximas e conectadas na mesma funcionalidade, para facilitar a conexão na vida real entre usuários com interesses comuns e presentes no mesmo tipo de evento.

C: Quando vale a pena ser um usuário Premium?

CS: Algumas vantagens da conta Premium:

  • Acesso à visualização de todos os perfis que visitaram a sua página nos últimos 90 dias.
  • Ícone dourado “in” no perfil.
  • Pacote de InMails para envio de mensagens privadas para usuários que não fazem parte de suas conexões.
  • Visualização de informações extras na área de EMPREGOS. Chamada de Inteligência Competitiva, é uma vantagem sobre outros candidatos, como formação, habilidades, nível de experiência, localização. Essa função também mostra a porcentagem de chances de conseguir uma determinada vaga de acordo com o preenchimento de seu perfil e comparação com outros usuários.
  • Acesso aos cursos do LinkedIn Learning.

Se você já utiliza o LinkedIn com frequência e precisa prospectar, se comunicar com pessoas fora da sua rede por meio das mensagens privadas, entender melhor as condições de uma vaga específica ou analisar melhor sua concorrência, vale a pena ter uma conta premium.

Mas sempre é bom citar que apenas ter a conta Premium não garante visibilidade – ou seja, mesmo com esse tipo de conta ativada é importante interagir, conversar e se relacionar com outros usuários, pois o networking é extremamente importante numa rede como essa. Somente pagar a plataforma não é garantia de sucesso. Vários fatores estão envolvidos e sempre vale mesclar um pouco de cada coisa para alcançar resultados concretos nessa rede social profissional.

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