educação financeira para crianças

6 dicas para ensinar educação financeira para crianças

A maioria dos pais dá muita atenção para a criação dos filhos em relação à alimentação, educação formal, atividades culturais e esportivas, dentre outras. Só que ainda são poucos que se importam com a educação financeira. Pensando nisso, entrevistamos a especialista Sabrina Mestieri Nakao, do canal Crianças e Finanças, a fim de listar dicas para introduzir a educação financeira para os pequenos.

Sabrina conta que sempre teve facilidade para poupar quando era criança e decidiu implementar um método em casa com os seus três filhos. Deu tão certo que a jornalista de formação agora compartilha seus conhecimentos no YouTube e no Instagram. Abaixo, seguem as principais dicas dela:

Dicas de Educação Financeira para crianças que você precisa conhecer

  1. Abandone o cofrinho

Sabrina recomenda abolir o cofrinho, uma vez que a criança não consegue visualizar o montante acumulado e muito menos separar partes do dinheiro para diferentes propósitos. “Precisamos ensinar os pequenos a administrar o dinheiro e não só poupar. Poupar é uma parte importante da educação financeira, mas não é toda educação financeira”, explica. 

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  1. Ensine a criança a estabelecer prioridades

Para os pequenos aprenderem a administrar o próprio dinheiro, Sabrina sugere a técnica dos envelopes. É muito simples: a criança divide seu dinheiro em envelopes, cada um representando diferentes prioridades e destinações para o “patrimônio” que ela tem acumulado. 

Exemplo: um envelope para o Dia das Mães, outro para o Dia dos Pais, outro para uma sessão de cinema, para um brinquedo caro. O método educa a criança a estipular metas para o dinheiro e, além disso, ensina que ela pode gastar somente aquilo que juntar. 

Sabrina sugere que os pais também façam seus próprios envelopes junto com os filhos, tornando o aprendizado mais natural e divertido. Uma variação do método é categorizar as prioridades por cor: envelope vermelho para doces, verde para brinquedos e azul para presentear os outros, por exemplo. 

Dá também para escolher uma cor para doações, dando noções de filantropia ao pequeno desde cedo.

  1. Use apenas moedas de 1 real

“A educação financeira infantil pode ser introduzida a partir dos 3 anos, quando a criança está começando a dominar a contagem numérica”, sugere Sabrina. Só que não adianta entregar a ela moedas com valores fracionados, em centavos, porque ela ainda não tem repertório para lidar com esses valores e entender o que representam. 

Até a criança ter noção de como os centavos funcionam, o recomendável é trabalhar apenas com moedas de 1 real. Assim, ela consegue entender melhor o quanto custa cada coisa, o que é fundamental para ela aprender a administrar o dinheiro que tem.

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  1. Não dê para seu filho um valor que ele não sabe administrar

Complementando a dica anterior, a especialista aconselha que os filhos só recebam valores que saibam calcular. Ou seja, não adianta dar R$ 100 ou mesmo R$ 20 se a criança só conta até dez. É importante que ela tenha noção da quantidade que tem em mãos para saber gerenciar o próprio dinheiro.

  1. Tenha critérios para a mesada

A mesada não precisa ser um gasto a mais para a família. A sugestão de Sabrina é colocar na ponta do lápis alguns gastos corriqueiros, como idas ao shopping e outros passeios. 

Calcule o valor do lanche e do sorvete que a criança sempre toma, por exemplo, e, em vez de gastá-lo a cada saída, entregue o valor na mesada e explique ao filho que ele pode gastar ou poupar aquele dinheiro. 

“O segredo não é dar um dinheiro a mais do que o que você já gasta regularmente com ele, mas ensiná-lo a gerenciar esse valor, fazendo as próprias escolhas”, explica.

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  1. Incentive o consumo a curto prazo

Poupar é importante, mas entender o valor das coisas também é. Estimule o seu filho a comprar coisas baratas, como adesivos, gibis etc. “Assim, ele começará a entender que tudo têm preço e que esse preço precisa ser pago por alguém”, explica Sabrina. “Mais para frente, ensine a criança a ter metas de pequeno, médio e longo prazo”, completa.

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